Paulo Maluf é certamente uma das figuras políticas mais notórias, polêmicas e controvertidas. Seu estilo voluntarioso e freqüentemente arrogante, somado a uma enorme antipatia que angariou junto à intelligentsia tupiniquim por ter sido um legítimo “filhote da ditadura” – sem mencionar as acusações que lhe são feitas de malversação de recursos públicos –, tudo isso transformou o atual deputado federal mais votado no país em alvo permanente da imprensa falada e escrita. “Cansado de só apanhar”, como ele mesmo diz, Maluf resolveu contar em livro sua versão sobre as questões controvertidas em que se envolveu, bem como tudo aquilo que se orgulha de ter realizado.
David Muniz
Li o livro em uma livraria do Shopping Ibirapuera, no fim de 2008, portanto, logo após a humilhante derrota de Paulo Maluf. Confesso que, quando criança, adimirava-o, pelas suas obras. Mas sua conduta, pelo simples fato dele ser aliado, ainda que ELE alegue que nunca fora aliado da Ditadura, foi da Arena e do PDS, não o faz merecer meu respeito. Seu estilo de fazer política, com trocas de favores. CLARO QUE OS OUTROS PARTIDOS TAMBÉM FAZEM. Mas não dá pra gostar do Maluf. Há um enorme cansaço frente ao seu velho e repetitivo discurso: PAS, CINGAPURA, LEVE-LEITE, PISCINÃO. Ninguém aguenta mais o senhor Maluf. Li o livro, prestei atenção na versão dele, mas continuo tendo nojo deste senhor. E todas as derrotas nas urnas, desde a de 1985 para o saudoso Tancredo, até a de 2008 foram derrotas muito merecidas. São Paulo e o Brasil merecem coisa muito melhor que Paulo Maluf. Se os senhores não concordam comigo? Paciência! Pra mim Maluf é corrupto, ladrão, e tudo isto. E o seu "teatrinho", querendo se fazer de vítima face as acusações BEM-FUNDAMENTADAS dos tribunais, é algo simplório. Pra mim, Maluf nunca mais!
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