O livro:
“Este é o começo da longa jornada do Paquistão de volta à democracia, e eu espero que minha volta ajude a produzir a mudança. Precisamos acreditar que milagres acontecem.”
Benazir Bhutto, outubro de 2007.
A ex-primeira-ministra do Paquistão, que só terminou de escrever este livro alguns dias antes de ser assassinada, oferece uma visão revolucionária de como construir uma ponte entre o mundo muçulmano e o Ocidente.
Benazir Bhutto retornou ao Paquistão em outubro de 2007, após oito anos no exílio, com a esperança de que poderia ser um agente de mudança. Em meio a uma recepção tumultuada, sobreviveu a um atentado suicida que matou quase duzentos de seus compatriotas. Mas seguiu em frente, com mais coragem e convicção, pois sabia que o tempo estava acabando para o futuro de seu país e para sua vida.
Em
Reconciliação - Islamismo, Democracia e o Ocidente, Benazir Bhutto recorda, com detalhes fascinantes, os seus últimos dias no Paquistão e propõe soluções para conter a onda de radicalismo islâmico, redescobrindo os valores de tolerância e justiça que estão no cerne da religião islâmica, que nos últimos anos teve a sua mensagem pacífica e pluralista explorada e manipulada por fanáticos. Bhutto argumenta de forma convincente que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha estão alimentando essa radicalização quando apóiam grupos que atendem apenas a interesses imediatos. Ela acreditava que ao sustentar ditadores o Ocidente de fato contribui para aumentar a frustração e o extremismo que levam ao terrorismo. Com a experiência de governar o Paquistão e de morar e estudar no Ocidente, Benazir Bhutto conhecia os dois lados das complexidades do conflito. Era uma mulher da Renascença que oferecia uma saída.
Neste livro absorvente e profundamente revelador, Benazir investiga a complicada história das relações entre o Oriente Médio e o Ocidente. Identifica as raízes do terrorismo internacional por todo o mundo, incluindo o apoio ocidental ao general paquistanês Zia-ul-Haq, que destruiu partidos políticos, eliminou o judiciário independente, marginalizou ONGs, suspendeu a proteção aos direitos humanos e alinhou os órgãos de informação paquistaneses com os elementos mais radicais entre os mujahidin afegãos.
Ela se dirige não apenas ao Ocidente, mas a muçulmanos de todo o planeta que vivem em uma encruzilhada entre passado e futuro, educação e ignorância, paz e terrorismo, ditadura e democracia. Democracia e islamismo não são incompatíveis, e o choque entre islamismo e o Ocidente não é inevitável. Benazir Bhutto apresenta uma imagem do islamismo moderno que desafia as caricaturas negativas freqüentemente vistas no Ocidente. A leitura deste livro deixará ainda mais claro o que o mundo perdeu com seu assassinato.
ISBN: 9788500023330
Número de Páginas: 128
Formato: 13,5 x 20,8 cm