O texto brilhante de David Mairowitz e as ilustrações do maior artista underground de histórias em quadrinhos do mundo, Robert Crumb, nos ajudam a ver além do clichê “kafkiano” e a observar, através da parede de vidro, a criatura única ali exposta.
Kafka escreveu seguindo a tradição dos grandes contadores de histórias iídiches, cujo material era a fantasia bizarra, salpicada com hilaridade e autodepreciação. Alienado de suas raízes, de sua família, de sua circunvizinhança e primariamente de seu próprio corpo, Kafka criou uma quase insuportável consciência expandida, uma linguagem literária única, na qual poderia esconder-se, transformando--se numa barata, num macaco, num cachorro, numa toupeira ou num artista de circo que se obriga a morrer de fome frente ao público.
Kafka escreveu seguindo a tradição dos grandes contadores de histórias iídiches, cujo material era a fantasia bizarra, salpicada com hilaridade e autodepreciação. Alienado de suas raízes, de sua família, de sua circunvizinhança e primariamente de seu próprio corpo, Kafka criou uma quase insuportável consciência expandida, uma linguagem literária única, na qual poderia esconder-se, transformando--se numa barata, num macaco, num cachorro, numa toupeira ou num artista de circo que se obriga a morrer de fome frente ao público.












